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2 de março de 2011

A Linguagem da Sedução

"A publicidade transforma o processo criador em laboratório, no qual se testam comportamentos humanos."
   Assim termina o livro que acabo de ler para a faculdade. Frase fantástica. Resolvi comentar sobre ele pois achei importante p/ quem quer seguir carreira. Bom, ele aborda em geral os termos léxicos (verbos, adjetivos e substantivos) e como estes podem ser aproveitados em mensagens publicitárias.
   Como estamos cansados de saber, a  publicidade utiliza recursos estilísticos para  informar e manipular, exibindo um mundo perfeito e ideal. Deve pensar no impacto fisiológico e psicológico que causa ao consumidor, manutenção da atenção, convencimento e determinação da compra. Pode ser classificada em denotativa (literal) e conotativa (sentido figurado).
   Há um capitulo especifico para a mulher como consumidora. Interessante a antiga visão que ainda a mulher é mãe e dona-de-casa, então os anunciantes apenas se focam nisto. Porém nos capítulos seguintes já começa a despontar a visão de uma mulher moderna, livre e decidida, em um anúncio de lingerie. O uso dos lexemas neste caso é freqüente em questionamentos - né? entendeu?- intensificadores (como cores) e outros.
   Nos próximos capítulos vê-se a criação de uma marca, sua qualificação e exaltação. Já é sabido que a marca é a particularização do produto, mas é interessante notar que muitas apelam a algo mais tradicional, onomatopéias e línguas estrangeiras. Felizmente, hoje em dia, esse pensamento esta dissipando-se, e as marcas tentam ser o mais originais possível.
   Quanto aos slogans, ainda é comum ver verbos no imperativo, opsições semânticas e ambiguidade, além das fórmulas fixas: clichês, frases feitas e citações (na integra ou modificadas).
   Outra coisa interessante; Tropo: ocorre que neste ramo o consumidor tem consciência que é influenciado. Ex: Propaganda de artigos para bebê utilizando diminutivos, parecendo como a mãe (receptora) se refere ao filho.

Enfim, é um livro centrado na questão dos termos da língua portuguesa na publicidade, e como se aproveitar deles. Fica a dica para quem se interessar!

4 de agosto de 2010

Sou forte até o fim com espinafre pra mim!

   Quem se lembrou de Popeye ao ler o título, levanta a mão o/ Se você não se lembrou, parabéns! Você concerteza é um ermitão desconectado do mundo, que não sofre os efeitos do merchandising.
   Pois é esta palavrinha famosa entre os brasileiros que será discutida agora. Estou lendo o livro "Propaganda Subliminar Multimidia", e no capitulo sobre merchandising, descobri que o  marinheiro Popeye foi um dos pioneiros da pratica "mensagem dentro da mensagem".
   De acordo com o livro, no jornal "A Tribuna", de Santos, (11 de julho de 1987), afirma-se: Segundo o publicitário Jorge Abid, um dos primeiros veículos do merchandising foi o marinheiro Popeye, que ajudou o governo americano a acelerar o consumo da supersafra de espinafre. As crianças, que não eram muito chegadas a verduras em geral, passaram a acreditar que ficariam fortes como o Popeye, se comessem espinafre como ele comia.
   Deste modo, tal forma de veiculação de mensagens disfarçadas teria tido sua origem nas tiras de histórias em quadrinhos do personagem Popeye, anos 20, criado por elzie Crisler Segar.
Já Ionaldo Cavalcante, na obra O mundo dos quadrinhos, p.178, afirma: Essa intensa promoção da verdura valeu a Popeye uma estátua em Cristal City, no texas, importante centro produtor de espinafre.
   Bom, para quem duvida, está ai a tal estátua; Quando li no livro, fiquei surpreendida. Mas a verdade é que a força da propaganda é bem maior que imaginamos...

1 de agosto de 2010

Casos de Família

   Não, não é um post sobre aquele programa de barracos diários. O fundo do poço é um pouco mais embaixo... No meu último post de férias, resolvi comentar um pouco sobre a rixa de mais de 60 anos de duas grandes empresas do esporte: Adidas e Puma.
   Temos como protagonistas os irmãos Adolf (Adidas) e Rudolf Dassler (Puma). Na década de
20, os Dassler começaram a fazer calçados esportivos na área de serviço da casa onde moravam. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1948, brigaram e desfizeram a sociedade. Em 1948, cada um fundou sua respectiva fábrica, uma de cada lado de um rio na cidade de Herzogenaurach, na Baviera, dividindo também os moradores locais, fiéis a um ou a outro empregador.
Nenhuma das duas empresas é hoje administrada por familiares dos Dassler, mas recentemente o neto de Rudolf, Frank, chegou a trabalhar para ambas.
   Há grandes histórias rondando a trajeitória e rivalidade das duas marcas, de como elas se associaram a estrelas do esporte para chegar a fama hoje conseguida. Não fosse a Nike, a família Dassler teria as duas marcas de calçados mais valiosas do mundo.
    No vídeo abaixo, há uma resenha do livro Invasão de Campo, de Barbar Smit, do site Subtítulo, que conta essa história tão clássica da publicidade! (alguém me dá? :~)

7 de julho de 2010

Prêmio Abóboras ao Vento

   "E o prêmio abóboras ao vento vai para..." Haha adorei a abordagem inicial deste livro, do publicitário Evandro Barreto! No começo todos pensam: What the hell is this?!
Sim, foi meu primeiro pensamento quando a professora me indicou. Eu ia pegar o "Propaganda Sublimar Multimídia", mas não tinha mais na biblioteca, então foi esse mesmo.
   Bom, primeiro vamos a explicação do que são as tais abóboras: comerciais com belíssimas imagens, mas que não marcam o nome do produto ou o que ele promete. A partir daí, tudo faz sentido.
   Apesar de Evandro relatar suas experiências pessoais não é um livro autobiográfico, o que eu gostei bastante. Ele conta todo o funcionamento de uma agência de publicidade, traça o caminho do briefing a campanha. Salienta também que é um dos poucos ramos onde o talento substitui o capital (animador) hahahaha.
   O fim do livro é o mais interessante: o autor comenta alguns de seus principais anúncios e criações, e também as propagandas entrangeiras da Malboro, desodorante Mistral, Camisa Hatlaway e o Fusca com o slogan "think small". Sobre seus trabalhos:
  • Slogan para a cia. Atlantic Petróleo: Quem não é o maior, tem que ser o melhor.
  • Propaganda específica para a venda de apartamentos em um prédio no Leblon.
  • Introdução dos shoppings no Brasil
  • Uísque Passport, primeiramente com David Niven e após com Frank Sinatra. A idéia era desmitificar a idéia que o produto era nacional (pois era embalado no Brasil, mas não produzido). Ao gravar com Frank Sinatra, o publicitário precisou de todo seu jogo de cintura, pois o astro havia acabado de receber a notícia que o avião de sua mãe havia desaparecido.
  • Produção do Rock in Rio.
   Livro muuito bom para iniciantes, recomendo! Tentei procurar vídeos do Evandro ou qualquer coisa na internet, mas só acho sobre o livro :( E o uníco comercial que achei no youtube foi o David Niven (queria taaaaaaaaaanto o do Frank Sinatra) Enfim, curtam o estilo antiguinho do comercial!